O Banco Central vem trabalhando para criar uma versão digital da nossa moeda, o real. A Moeda Drex existirá apenas no ambiente online, controlada dentro de uma rede financeira criptografada.
Ela será garantida pelo Banco Central, ou seja, terá o mesmo valor que o real físico: um real vai ser o equivalente a um drex. O Drex vai ser emitido em plataforma digital operada pelo Banco Central (BC). Por isso, será uma moeda digital de banco central (CBDC, de Central Bank Digital Currency, em inglês).
A ideia é que o Drex possibilite transferências mais rápidas e com custos menores que aquelas feitas com a moeda tradicional. Seria uma alternativa segura para transações entre pessoas e para pagamentos de pessoas para empresas. O objetivo é que a opção de pagamento usando Drex esteja disponível nos aplicativos de bancos, ao lado de outras, como transferência via Pix.
A expectativa é que o Drex seja democrático e possa ser usado inclusive por quem tem dificuldade de acessar o sistema bancário ou crédito, por exemplo. Portanto, pode se tornar uma nova opção de pagamento para clientes inadimplentes, que buscam negociação com seus credores. Seria possível fazer tudo online. Por exemplo, desde a negociação da dívida no portal Negocia Fácil, até o pagamento, usando uma moeda 100% digital: o Drex.
Quando o Drex vai ser lançado?
Ainda não existe uma data exata para o lançamento do Drex. Garantir a segurança tem sido uma dificuldade. Primeiro, a previsão era de que o Drex funcionaria por meio de uma tecnologia chamada blockchain, a mesma usada em outras criptomoedas, como BitCoin. No entanto, o Drex seria ainda mais seguro, supervisionado pelo Banco Central.
Mas em um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), no fim de agosto, o diretor do projeto Drex, Fábio Araújo, disse que a tecnologia blockchain trouxe problemas relacionados à privacidade dos usuários.
Por isso, o Banco Central decidiu buscar outro caminho para viabilizar a tokenização de ativos, conceito central do projeto, sem depender desta tecnologia. Tokenização de ativos é o ato de converter ativos reais ou eletrônicos, como imóveis, ou dinheiro, em uma representação digital (tokens) que podem ser movimentados em redes descentralizadas, como a blockchain.
A tokenização de ativos é uma parte essencial do Drex já que o projeto prevê os chamados contratos inteligentes. Neles, as transações financeiras só acontecem de fato quando todas as etapas do acordo são concluídas. Por exemplo, na compra de um carro, o contrato só será concluído quando uma parte efetuar o pagamento e a outra fizer a transferência da propriedade do veículo. Assim, dinheiro e propriedade do veículo vão ser transferidos simultaneamente e de forma condicionada. Se uma das partes não cumprir com o combinado, o contrato não acontece.
O Banco Central ainda precisa achar um meio seguro de fazer esta tokenização sem que isso prejudique a privacidade de quem vai usar o Drex. É neste ponto que o BC continua trabalhando.
É importante acompanhar os próximos passos deste projeto que pode revolucionar os meios de pagamento no país, além de se tornar mais uma opção viável para que pessoas com dívidas paguem seus credores.
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