Crédito resiliente, inadimplência pressionada: por que sua operação precisa recuperar melhor

O mercado de crédito brasileiro segue em movimento.

Mesmo em um cenário econômico ainda desafiador, as concessões totais de crédito avançaram em junho, puxadas principalmente pelas empresas. Segundo o Informativo Semanal de Economia Bancária da Febraban, com base nos dados do Banco Central, o volume total de concessões cresceu 0,4% no mês, com ajuste sazonal. O avanço veio sobretudo da carteira PJ, que registrou alta de 1,4%, enquanto as concessões para famílias recuaram 0,2%.

Ao mesmo tempo, a inadimplência permanece em patamar elevado.

Na carteira total, a inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 4,7% em junho. Entre as famílias, permaneceu em 5,6%. Entre as empresas, em 3,2%. A estabilidade geral, porém, não elimina os sinais de pressão em modalidades mais sensíveis, como cartão rotativo, cheque especial e crédito não consignado.

Para empresas credoras, esse cenário traz uma mensagem importante: crédito em movimento não significa risco menor.

Pelo contrário.

Em um mercado mais seletivo, com consumidores e empresas ainda pressionados, a eficiência da recuperação de crédito passa a depender cada vez mais da capacidade de segmentar carteiras, priorizar abordagens e conduzir o cliente para jornadas digitais de negociação mais simples, integradas e eficientes.

O crédito segue ativo, mas mais seletivo

Os dados de junho indicam que o mercado de crédito continua resiliente, mas com diferenças relevantes entre modalidades.

Nas pessoas físicas, a carteira destinada às famílias avançou apenas 0,2%. O crédito livre para PF, por sua vez, recuou 0,1%, refletindo queda em algumas linhas mais sensíveis ao custo do dinheiro, como o crédito pessoal não consignado sem garantia e o cartão parcelado, ambos com retração de 1,1%.

Por outro lado, o consignado privado cresceu 3,8% no mês, consolidando-se como um dos vetores de expansão do crédito livre para pessoas físicas. O cartão rotativo também voltou a crescer, com alta de 1,8%.

Esses movimentos mostram que o crédito não está parado. Ele está se reorganizando.

Para os credores, isso exige uma leitura mais cuidadosa das carteiras. Cada modalidade tem comportamento, risco, prazo, perfil de devedor e resposta diferente às ações de cobrança.

Uma régua única, genérica e pouco segmentada tende a perder eficiência nesse cenário.

A inadimplência continua exigindo atenção

Embora a inadimplência total tenha ficado estável em junho, o nível segue elevado.

Na carteira total, o índice acima de 90 dias permaneceu em 4,7%. Nas famílias, ficou em 5,6%. Nas empresas, em 3,2%.

Além disso, a Febraban aponta piora em linhas sensíveis: a inadimplência do cartão rotativo subiu para 63,3%, a do cheque especial chegou a 16,1% e a do consignado privado atingiu 8,6%.

Entre as empresas, a inadimplência das MPMEs caiu para 5,7%, mas a própria leitura do informativo sugere cautela: essa redução pode refletir aumento de baixas a prejuízo, e não necessariamente uma melhora estrutural do segmento.

Ou seja, o desafio permanece.

Mesmo com renegociações, novas modalidades de crédito e programas de apoio, empresas credoras seguem diante de carteiras pressionadas, consumidores seletivos e maior necessidade de eficiência operacional.

O consumidor inadimplente ainda está no centro do desafio

Dados da CNDL e do SPC Brasil reforçam essa leitura.

Em junho de 2026, a inadimplência teve pequena queda, mas ainda atingiu 74,80 milhões de consumidores, o equivalente a 44,62% da população adulta brasileira. Cada inadimplente devia, em média, R$5.152,52 e possuía dívidas com cerca de 2,33 empresas credoras.

O dado mostra que a inadimplência segue disseminada e com impacto direto na dinâmica de consumo, crédito e recuperação.

Para o gestor de crédito e cobrança, a pergunta deixa de ser apenas “como cobrar mais?” e passa a ser:

Como recuperar melhor?

Como priorizar os clientes com maior propensão ao acordo?

Como definir o canal mais eficiente para cada perfil?

Como oferecer condições que façam sentido para o momento do consumidor?

Como reduzir o risco de quebra do acordo?

Como acompanhar a jornada até o pagamento?

Essas respostas dependem de dados, tecnologia e estratégia.

Recuperar melhor é mais importante do que cobrar mais

Durante muito tempo, eficiência em cobrança foi associada a volume: mais ligações, mais mensagens, mais tentativas de contato.

Mas o comportamento do consumidor mudou.

Hoje, uma operação eficiente precisa ser menos invasiva e mais inteligente. Precisa saber quando abordar, por qual canal, com qual mensagem e com qual proposta.

Cobrar mais não necessariamente significa recuperar mais.

O que aumenta a performance é a combinação entre segmentação, régua de cobrança, canais digitais, ofertas adequadas e acompanhamento da jornada.

Em um cenário de crédito mais seletivo e inadimplência ainda pressionada, a recuperação precisa sair da lógica operacional e assumir um papel estratégico para a liquidez da empresa.

Tecnologia como estratégia de liquidez

A tecnologia deixou de ser apenas suporte para a cobrança.

Ela passou a ser parte da estratégia de liquidez das empresas credoras.

Com soluções digitais bem estruturadas, é possível reduzir atritos, ampliar a conversão de acordos, dar mais autonomia ao consumidor, acompanhar indicadores em tempo real e integrar a operação aos sistemas internos do credor.

É nesse ponto que a MFM Tecnologia atua.

Com mais de 25 anos de experiência em soluções para gestão de cobrança e recuperação de crédito, a MFM desenvolve tecnologias que conectam canais, dados e sistemas em uma jornada mais eficiente.

Na prática, isso permite integrar:

  • portal de negociação;
  • e-mail;
  • SMS;
  • WhatsApp;
  • dashboards de acompanhamento;
  • régua de cobrança;
  • motor de regras;
  • sistemas internos do credor.

Essa integração permite que a empresa credora conduza o consumidor para o canal certo, com a proposta certa e no momento certo.

O consumidor encontra uma jornada simples, segura e sem atrito para negociar.

O credor ganha controle, visibilidade e escala.

A gestão passa a acompanhar indicadores com mais clareza.

E a recuperação de crédito se torna mais inteligente, previsível e orientada a resultado.

O novo desafio dos credores

O cenário atual mostra que o crédito segue relevante para a economia, mas a inadimplência ainda exige atenção constante.

Para empresas credoras, a resposta não está apenas em intensificar contatos ou ampliar cobranças.

Está em modernizar a operação para recuperar com mais inteligência.

Isso significa sair da cobrança genérica e avançar para jornadas digitais integradas, com comunicação adequada, ofertas personalizadas, acompanhamento de indicadores e gestão orientada por dados.

Em um mercado mais seletivo, recuperar melhor é uma vantagem competitiva.

A MFM Tecnologia apoia empresas nesse desafio, oferecendo soluções digitais para tornar a recuperação de crédito mais inteligente, integrada e eficiente.

Porque, no novo cenário do crédito, o resultado não depende apenas de cobrar mais.

Depende de recuperar melhor.

Sua empresa ainda está cobrando mais ou já está preparada para recuperar melhor? Vamos conversar.

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